Entre o templo do futebol e o legado imperial no Brasil.

E aí galera, tudo tranquilo? Hoje o Fernandanças vai mostrar para vocês dois lugares espetaculares do Rio de Janeiro, lugares que mostraram a habilidade de um Rei e outro que foi a casa de um Imperador e que hoje comporta uma bela coleção museológica: Vamos adentrar o Maracanã e o Museu Nacional.

Nosso primeiro destino começou pegando o metrô na Estação Cinelândia, centro do Rio, e descendo na estação Maracanã. Cerca de 15 minutos de viagem a um custo de R$4,30. Usar o metrô para chegar ao Maracanã é, na minha opinião, a melhor forma de chegar até as Estádio Jornalista Mário Filho, pois você não precisa atravessar ruas e avenidas tampouco caminhar muito, pois a estação possui uma rampa que termina exatamente na bilheteria do estádio. Muito legal a acessibilidade.

O Tour guiado pelo Maracanã ocorre todos os dias, inclusive feriados. O horário é das 9h às 16h e o visitante pode permanecer o tempo desejado em cada uma das estações do passeio. A duração do tour leva em torno de 40 minutos a uma hora. Em dias de jogos ele é encerrado três horas antes da abertura dos portões. O custo é de R$50,00 sendo cobrado meia-entrada para estudantes, menores de 12 anos e adultos acima de 60 anos.

Mas antes de começar a falar do tur, vale a pena passar uma dica para que você não tenha que perder tempo perguntando. Quando se desce a rampa de acesso (a do metrô) você chega direto na bilheteria principal, porém para chegar até a entrada do tour, basta seguir pela esquerda do estádio até a entrada que fica logo no primeiro portão a direita. O ingresso pode ser comprado direto no local ou pelo site www.ingressocerto.com.

Ah, você também pode pagar com cartão de crédito ou de débito, porém não são aceitas as bandeiras ELO e American Express.

O tour inicia em um salão onde se encontram uma lojinha com produtos do estádio, camisas e souvenirs de equipes de futebol, e de um museu do Maracanã. Neste museu estão expostos a bola e um pedaço da trave e rede do milésimo gol de Pelé e  artigos usados por jogadores como Zico e Garrincha. Ainda, em uma sala ao lado se encontra uma maquete do novo Maracanã bem como uma estrutura em que se pode tirar uma foto 360º com a camisa do seu time do coração com uma imagem computadorizada de fundo do Maracanã (atração paga a parte).

A visita continua com a entrada em um dos vestiários onde em cada assento se encontra pendurada cada uma das 20 camisas dos times que disputam a série A do Brasileirão. É muito legal fazer o trajeto do vestiário até a escada que dá acesso ao gramado do Maracanã. Fiquei tentando imaginar a emoção que um jogador sente ao entrar em um estádio como este lotado de torcedores. É de arrepiar.

Como é diferente ver o Maracanã das arquibancadas ao invés da televisão. Ele parece ser muito maior pela televisão! Mas é lindo demais, como também seria lindo demais poder ter visto o Brasil ganhar da Argentina a final da copa do mundo que foi decidida ali.

Ah senão fosse aquele 7 a 1! Este seria o assunto queria ter comentado no final da visita na sala de imprensa, mas preferi me conter para não criar polêmica. Valeu pelo passeio e por ter conhecido o mais famoso dos estádios do Brasil.

Voltamos para a estação do metrô e cinco minutos depois desembarcamos na estação São Cristóvão. Dali foi só sair em direção a saída para a Rua General Herculano Gomes para chegar ao nosso segundo destino do dia: O Parque da Quinta da Boa Vista onde se encontra o Museu Nacional.

A Quinta da Boa Vista tem esse nome por ser uma antiga fazenda de Jesuítas que foi adquirida pelo comerciante português Elias Antonio Lopes para construir em 1803 um casarão sob o alto da colina para se ter uma bela vista da Baía da Guanabara. Posteriormente, esse casarão foi utilizado pela Família Real Portuguesa quando chegou ao Rio de Janeiro em 1808, sendo depois a residencia imperial da família de Dom Pedro I.

Hoje a Quinta da Boa Vista é um municipal que além do Museu Nacional,  abriga o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro com o Museu da Fauna, os jardins imperiais, a Alameda das Sapucaias (árvores nativas da Mata Atlântica), pontes, cascatas e lagos, onde é possível passear de pedalinho e canoas a remo. Você também pode conhecer monumentos como a estátua em homenagem aos 100 anos do nascimento de D. Pedro II, a estátua em bronze da Imperatriz Leopoldina, o Templo de Apolo e o busto de Glaziou, o paisagista do Império. Também comporta o Zoológico do Rio, um lago com pedalinhos e uma vasta área para caminhada e lazer. Não senti ou percebi em nenhum momento enquanto por ali estive situações que nos remete ao que é noticiado pela televisão.

Como já eram 14 horas quando ali chegamos, optamos em almoçar e conhecer o Museu Nacional, pois o parque fechas as 17 horas e não teríamos tempo hábil para conhecer todas as belezas da Quinta. Motivo pelo qual você ainda vai ouvir falar deste parque aqui.

Uma boa dica que passo para vocês é do Restaurante que se encontra no Museu Nacional. Essa dica veio do Antonio na época em que era universitário e o engraçado é que pouca gente soube informar onde ficava esse restaurante. Como o Fernandanças ali esteve aqui vai a rota: ao chegar na frente do Palácio do São Cristóvão (o Museu Nacional), você vai pelo lado direito dele até chegar em uma cancela, ali você vai ver uma entrada para a área interna do museu e logo na entrada a esquerda você vai encontrar uma porta de madeira onde funciona o restaurante. A relação custo benefício vale muito a pena.

O Museu Nacional é a Instituição Científica mais antiga do Brasil e é o maior museu de história natural e antropológica da América Latina. Criado por D. João VI, em 06 de junho de 1818, o museu originalmente estava localizado no Campo de Sant’Anna e somente em 1892 que sua estrutura foi transferida para a Quinta da Boa Vista.

O Museu possui dois andares, e as exposições do Museu Nacional estão organizadas em seções:

  • Evolução da Vida (a história da Terra e dos primeiros seres que a povoaram),
  • Nos Passos da Humanidade (a evolução do Homem),
  • Culturas Mediterrâneas (arte e artefatos greco-romanos),
  • Egito Antigo,
  • Arqueologia Pré-colombiana (arte e artefatos dos povos que habitavam as Américas),
  • Arqueologia Brasileira (onde se destaca Luzia, o esqueleto mais antigo das Américas),
  • Etnologia Indígena Brasileira (a diversidade, a arte e o engenho dos índios brasileiros)
  • Culturas do Pacífico, além das diversas seções dedicadas à Zoologia.

Um detalhe muito interessante é que boa parte das peças existentes nas exposições são objetos ganhos ou comprados pelo próprio Dom João VI ou outros integrantes da família real ou imperial.

Super recomendado para crianças e adultos. O João Pedro e Naná adoraram a seção do Egito Antigo, apesar de que a noite os dois demoraram um pouquinho para dormir por causa das lembranças das múmias. Porém nada que um bom desenho antes de dormir não os faça ficarem mais tranquilos.

Ah, para você que é estudante de áreas humanas ou biológicas o Museu Nacional, por pertencer a Universidade Federal do Rio de Janeiro, oferece uma série de Pós-Graduações que você pode conferir direto no site do Museu.

Para horários de visitação (O museu possui horários distintos de funcionamentos no horário de verão e fora do horário) e preços de ingressos clique aqui.

E esse foi mais um Fernandanças no Rio de Janeiro, espero que você tenha gostado das fotos e das informações.

Agora curte o vídeo desse passeio e depois não deixe de conferir nossas mídias sociais para ficar sempre bem informado.

Abração galera!

 

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