Viajar e conhecer lugares novos é bom demais né? Agora viajar e conhecer um pouco de nossa própria história já é algo que enriquece não somente a nossa cultura, mas também é uma forma de vivenciar fatos que estudamos em sala de aula. E foi para viver um pouco da Guerra do Paraguai que fomos até o Parque Nacional de Cerro Corá, lugar onde há cerca de 145 anos atrás, ocorreu a batalha que decretou o fim da Guerra do Paraguai.

Para conhecer Cerro Corá o acesso é muito tranquilo. Saindo de Ponta Porã, cidade localizada na fronteira seca com o Paraguai no oeste do Estado do Mato Grosso do Sul, seguimos cerca de 40km Paraguai adentro pela Ruta Nacional nr. 05 até chegar ao Portal de acesso do Parque formado por duas esculturas com mais de 3 metros de altura que fazem alusão a árvores de quembé, planta típica da região. Vale lembrar que a qualidade e a sinalização da rodovia paraguaia nos surpreenderam positivamente frente as que estamos acostumados a trafegar nas esburacadas rodovias em terras brasileiras.

Do portal seguimos adentro através de uma tranquila rua de paralelepípedos que chega até o estacionamento e a sede administrativa do parque que abriga um museu de fauna e flora da região e de artefatos militares e painéis que contam um pouco da batalha que ocorreu na área do Parque. Fiquei impressionada com o busto de Solano López com um corte profundo no lado esquerdo de sua cabeça (representando o golpe fatal que recebeu de um soldado brasileiro). Fica aqui registrado meu agradecimento ao Guarda Parque Hilário Cañete, muito atencioso e com um profundo conhecimento a respeito do parque e da história do local.

Todo o parque é muito bem sinalizado e é possível chegar aos principais monumentos erguidos em homenagem aos soldados paraguaios de carro. Assim, conhecemos o local onde O “Mariscal” Solano López foi morto, sua sepultura onde ficou enterrado por mais de 70 anos (seus restos mortais hoje se encontram no Panteão dos Heróis em Assunción, capital paraguaia), e uma construção que abriga vários bustos de combatentes paraguaios que morreram em Cerro Corá. A sensação de estar literalmente dentro da história é muito especial e de arrepiar.

Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a beleza das paisagens naturais do Parque. Além de um rio maravilhoso, são inúmeras trilhas que percorrem os 12 mil hectares do parque que vem atraindo o interesse de aventureiros e praticantes de trekking e caminhadas. Inclusive é possível percorrer uma trilha que dura cerca de 3 horas para chegar até o Cerro Corá, o morro que dá nome ao parque e que proporciona uma bela vista da região. Infelizmente, não tínhamos tempos para conhecê-lo.

Ah, para viajar de carro pelo Paraguai (e pelos demais países do Mercosul) é necessário possuir a Carta Verde, uma espécie de seguro que dá cobertura em acidentes de trânsito ocorridos em viagens internacionais pelo Mercosul. No Brasil, várias seguradoras comercializam este tipo de seguro bem como nas Aduanas nas fronteiras (o que pode ser mais demorado). Outra dica é a de sempre parar na aduana do país que você está visitando para tirar o “permisso” e colher informações e saber de suas obrigações e direitos.

Vale aqui o registro de agradecimento aos amigos Marcos e Flávia que num bate papo de churrasco de domingo nos contaram a respeito de Cerro Corá despertando nossa curiosidade para conhecer um pouco do local onde se encerrou o maior conflito armado já ocorrido na história da América do Sul. Valeu amigos por fazer parte do Fernandanças!

 

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